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O novo método usa o mesmo princípio ativo dos autobronzeadores, o DHA (abreviatura do composto químico diidroxiacetona). O DHA interage com as células superficiais da pele, tingindo-as com um tom amarronzado.

A diferença é a aplicação. No bronzeamento a jato, o DHA é colocado em uma pistolinha de ar comprimido, o aerógrafo. O instrumento, de tão delicado, é usado por aeromodelistas para pintar miniaturas de aviões.

 

Com isso, garante-se aplicação uniforme do produto, evitam-se manchas, pode-se imitar com perfeição as marquinhas de biquíni que o sol natural deixa na pele.

 

O colorido dura quinze dias. Para mantê-lo, só refazendo o procedimento. Se isso não ocorrer, a natural renovação da pele se encarregará de devolver a cor original.

 

Quem desejar um bronzeado mais intenso, pode reforçar a aplicação de DHA. Foi o que fez a estudante de jornalismo Bianca Janaína de Abreu, 29. Na sexta-feira, ela submeteu-se a uma segunda sessão de bronzeamento a jato -a primeira foi há uma semana. Natural da ensolarada Florianópolis, Bianca avaliou: "Foi como se eu tivesse passado duas semanas na praia".

 

A dermatologista Adriana Vilarinho, preferida das modelos, garante que o bronzeamento a jato é muito mais seguro do que as câmaras de raios ultravioleta (UV), até algum tempo atrás o único recurso para quem quisesse ganhar uma cor fora da estação.

 

"Os raios UV [os mesmos presentes na radiação solar] provocam o envelhecimento precoce da pele e estão relacionados a um maior risco de se desenvolver um melanoma", diz Vilarinho. A explicação: os raios UV penetram em camadas mais profundas da pele e acabam agindo sobre o patrimônio genético celular, daí o maior risco de câncer.

 

Na quinta-feira passada, a fisioterapeuta Andréa Tabacchi De Alice, 24, preparava uma surpresa para o namorado. Branquela, olhos azuis, a descendente de italianos vestiu um biquíni e, de pé, aguardou vinte minutos até ter o corpo meticulosamente recoberto por jatos de DHA.

 

No comando da pistolinha de ar, Nadia Costa de Araújo, 27, do centro de estética Única, de Pinheiros.

 

"Agora, feche os olhos e prenda a respiração", pediu Nadia, depois de tingir a frente do corpo, o verso e as partes internas dos braços e pernas de Andréa. Era o momento de colorir o rosto, última etapa do bronzeamento.

 

Andréa ficou mais vinte minutos esperando a secagem do produto. Oito horas depois, entrou no chuveiro. Então pôde ver o resultado: "Adorei", resume.